Ariano Suassuna nunca foi um entusiasta da correspondência enquanto gênero literário. Sua correspondência com amigos e familiares, portanto, quase sempre se restringiu a aspectos de natureza pessoal ou extra-literários. De maneira que Suassuna sempre recebeu mais cartas do que escreveu. Seu acervo de correspondência passiva conta com centenas de cartas de amigos e admiradores, muitos deles artistas – escritores, atores, cineastas e dramaturgos –. Os itens de correspondência ativa compreendem quase sempre cópias a carbono de cartas datilografadas, enviadas por motivos de trabalho cujo conteúdo o autor sentiu necessidade de arquivar, para controle pessoal. É o caso, por exemplo, das cartas enviadas a alguns tradutores ou encenadores da Europa e dos Estados Unidos, bem como aquelas trocadas com alguns editores de suas obras no Brasil.
Correspondence
Ariano Suassuna was never a great adept of correspondence as a literary genre. His letters to friends and family, therefore, were almost always confined to aspects of personal or extra-literary nature. In this way Suassuna has always received more letters than he wrote. His archive of passive correspondence counts with hundreds of letters from friends and admirers, many of them artists – writers, actors, filmmakers and playwriters. The items of his active correspondence almost always are carbon copies of typed letters sent for working reasons and whose content the author felt the need to archive for personal control. It is the case, for instance, of the letters sent to some European and American translators and stage directors, as well as those sent to some of his publishers in Brazil.